Otimismo e cautela para retomar o ritmo

Se o cenário de 2011 se mostrou pouco favorável à produção industrial, neste primeiro semestre de 2012 os efeitos do desabastecimento de insumos industriais que atingiu a quase todas as […]

Se o cenário de 2011 se mostrou pouco favorável à produção industrial, neste primeiro semestre de 2012 os efeitos do desabastecimento de insumos industriais que atingiu a quase todas as empresas, principalmente no segundo semestre do ano passado, ainda deverá ser percebido. A avaliação é do presidente do sindicato, Hans Bethe. “Este desabastecimento foi uma das causas da redução da produção e faturamento em muitas das empresas”, afirma.
Para o presidente, a produção da grande maioria das empresas do setor depende mais do resultado da produção agrícola, dos investimentos públicos em geração e distribuição de energia elétrica e da redução dos juros, o que incrementaria investimentos industriais e comerciais. “A maioria das empresas da base de nosso sindicato possui como clientes outras indústrias, de todos os setores da economia”, destaca, “isto faz com que sempre tenhamos alguma empresa passando por alguma dificuldade de mercado, mas dificilmente todas ou quase todas, como aconteceu com as têxteis, em um passado não muito distante”.

Vencer o primeiro e principal impacto da implantação da nova NR12, e se preparar para enfrentar os rigores da NR10, das instalações elétricas, e também da NR17, de ergonomia são desafios adicionais às indústrias em 2012, que devem, ainda, enfrentar mais um ano de concorrência na captação de mão de obra. “Infelizmente nosso setor não oferece o glamour oferecido por outros segmentos, mas pode oferecer ambientes de trabalho seguro, e oportunidades de trilhar carreiras em empresas sólidas e competitivas. Muitas internacionalmente”, reforça Bethe. “A palavra é otimismo com segurança, sem tirar os olhos do que acontece ao redor do mundo”.

Indicadores industriais de SC:

Vendas: o faturamento industrial cresceu 2,55% em relação ao ano anterior. Valor positivo, porém menor que em 2010 quando o aumento foi de 3,41%.
Horas Trabalhadas na Produção: em 2011 o número de horas trabalhadas na produção diminuiu 1,06% em relação a 2010. Maior declínio ocorreu em Veículos Automotores.
Remunerações Pagas: a folha de pagamento das indústrias catarinenses aumentou 3,46%, em termos reais, em 2011 na comparação com 2010. Maiores aumentos ocorreram em Material Eletrônico e Equipamentos de Comunicação e Artigos de Plástico.
Utilização da Capacidade Instalada: as indústrias catarinenses operaram em 2011utilizando, em média, 82,92% de sua capacidade de produção, valor 2,90% menor que em 2010. Os segmentos de atividade Alimentos e Bebidas, Cerâmica, Metalurgia Básica e Material Eletrônico e Equipamentos de Comunicação trabalharam com um grau médio de utilização da capacidade instalada acima de 90% em 2011.

*Fonte: FIESC

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