Segundo o boletim Conjuntura Econômica divulgado pela FIESC no início de agosto com a avaliação da atividade econômica de Santa Catarina no primeiro semestre de 2012, a atividade econômica do Estado, se comparada com o mesmo período do ano anterior, apresenta crescimento, embora abaixo das expectativas.
O IBCr-SC – Índice de Atividade Econômica Regional de Santa Catarina, divulgado pelo Banco Central do Brasil, e que expressa o comportamento dos setores Agropecuária, Indústria, Comércio e Serviços, no acumulado de janeiro a maio de 2012, comparado com o mesmo período do ano passado, apresentou crescimento de 2,9% e, no acumulado de 12 meses, cresceu 2,8% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, considerados os índices com ajuste sazonal. O índice de atividade econômica de Santa Catarina, quando comparado com o brasileiro, cresce com maior intensidade, o que sinaliza o maior dinamismo da economia catarinense em relação à economia brasileira.
Na série histórica, considerado o período janeiro de 2008 a maio de 2012, observa-se a trajetória ascendente do índice de atividade econômica de Santa Catarina, quando atingiu o pico histórico no mês de abril de 2012 (141,71), superando o mês de dezembro de 2011, segundo melhor nível do índice. Em maio de 2012, o IBCr-SC foi de 139,83.
No comparativo da indústria brasileira em relação a catarinense, para o primeiro semestre do ano, observa-se que Santa Catarina apresenta menor queda da produção industrial, incremento das vendas industriais superior à média brasileira, maior incremento das exportações e importações e maior crescimento do emprego gerado no ano, sobretudo para a indústria de transformação. (Fonte: FIESC)
O cenário industrial catarinense é tema da conversa que o presidente da FIESC, Glauco José Côrte faz com empresários do setor eletro-metal-mecânico e convidados na realização do Jantar de Ideias que abre a 1ª Semana da Indústria realizada pelo Simmmeb. O Centro Cultural 25 de Julho foi o local escolhido para o evento.
Segundo o presidente da FIESC, que deve traçar um rápido panorama sobre como o Brasil se insere hoje no cenário internacional e também sobre como Santa Catarina está inserida no cenário nacional, dois fatores são determinantes para a manutenção da competitividade industrial do Estado: “gestão e infraestrutura”.
“O setor industrial tem contribuído de forma determinante para que o desempenho econômico de Santa Catarina permaneça acima da média nacional. Porém, mesmo acima da média, ainda estamos muito abaixo da nossa capacidade”, destaca Glauco Côrte. Para o presidente, o custo Brasil “bastante elevado” dificulta a competitiva da indústria, somado à falta de investimentos em infraestrutura. “Se são poucos os investimentos em rodovias e portos, não temos nenhuma ferrovia pela qual escoar a nossa produção”. Mas, apesar das questões que dificultam o desempenho do setor industrial, o empresário segue acreditando no seu potencial, investe e gera vagas, “o que nos faz crer que teremos um 2013 muito melhor do que 2012” ressalta Côrte.